Perguntas e respostas

Ter duas mães pode ser um coisa espetacular.

No final de 2016 o estudoXXX mostra resultados que apontam para XXX. Por isso, não se preocupe… os seus filhos vão sair-se super bem.

Mas ter duas mães põe algumas questões específicas.

Como vamos distinguir as mães uma da outra?

Temos que arranjar duas formas de dizer mãe que sejam equitativas mas permitam diferenciar cada uma das mães. Um possibilidade é uma ser tratada por Mãe ou Mamã e a outra por Mummy. Outra possibilidade é tratar ambas por Mãe ou Mamã seguido do nome de cada uma, Mãe A e Mãe B. Uma vez definido o código é importante que este seja usado em todo o lado e por todas as pessoas, em casa, na família, na escola. As crianças vão incorporar esta designação e serão elas a contaminar todos os adultos. Mesmo que no inicio seja estranho em pouco tempo já se tornou totalmente normal.

 

Não é preciso um pai para nascerem bebés?

Esta questão surge por volta de 5 ou 6 anos. As crianças começam a aprender o processo de concepção e nascimento dos bebes e questionam-se sobre a necessidade (biológica) de um pai. Esta questão é sobretudo relevante no caso de crianças fruto de inseminação artificial que utilizou esperma de dador. A melhor forma de lidar com este assunto (e com todos os outros) é explicar os factos de forma tão racional e verdadeira quanto criança possa entender (em cada idade). Explique, por exemplo, que para nascer um bebe são precisos espermatozoides de um homem mas, isso não significa ser pai. Pai ou Mãe são aqueles que gostam, aqueles que cuidam, não necessariamente os que deram espermatozoides ou óvulos.

As crianças percebem melhor esta explicação do que aquilo que lhe pode parecer à primeira vista. Nos anos seguintes vão repetir a mesma pergunta e serão capazes de entender cada vez melhor as suas respostas (na perspetiva biológica da concepção e na perspetiva do que é uma família).

 

Não tenho pai?

A reposta é simples. Não.

Na escola, no parque e em todos os lugares os seus filhos serão confrontados com crianças que têm pai, ouvirão chamar pai, contar histórias sobre pais e, inevitavelmente confrontá-la-ão com esta questão. Eu não tenho pai? A sua resposta deve ser direta e verdadeira. Não. Não é difícil enquadrar esta resposta. Basta explicar aos seus filhos que muitos meninos não têm pai, ou não têm mãe, uns têm irmãos outros não, enfim todas as famílias são diferentes. E, eles têm muita, muita sorte, têm duas mães.

É fundamental que esta questão seja clara desde sempre, não há um pai ausente na vossa família. É uma família sem pai e com duas mães.

 

Como (é que eu própria) me refiro à outra mãe?

Exatamente assim, a outra mãe. Na escola ou em outros locais frequentados pelos seus filhos terá situações em que têm que se referir à sua mulher. Faça-o de forma natural e as pessoas rapidamente perceberão que o seu filho (ou filha) tem duas mães. Cabe-lhe a si passar esta mensagem naturalmente ou será a primeira a fazer uma forma de discriminação. Use expressões comuns entre casais, a minha mulher, a minha esposa ou no caso se ser uma situação em que tal se aplique, a outra mãe do meu filho (ou filha).

Quando fala com o seu filho e se refere à outra mãe, trate-a da mesma forma como a criança a trata, por exemplo “a Mummy já vem” ou “a Mãe B foi trabalhar”.